segunda-feira, 22 de maio de 2017

Geração Z quer retorno rápido


Vejam o nível porcentual dos jovens empreendedores que usam campanhas publicitárias!
Por Maria Lúcia Gontijo - O Tempo - 8/5/2017

No site da estilista tem o número do celular e a sugestão “Tenho Whatsapp”. Mesmo assim, a estudante Sofia Vilela, 14, não conseguiu entrar em contato com a profissional que poderia fazer seu vestido de 15 anos. “Desisti dela e vou tentar outras. Se nem visualiza a mensagem, é porque não tem a urgência que preciso”, decreta. Assim é a geração Z, o grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, e que representa 25,9% da população mundial.

Essa geração tem urgência, quer resposta rápida. Eles já nasceram empoderados pela conectividade, compartilhando momentos nas redes sociais e fazendo compras online, mas muitos nem usam

computador. Resolvem tudo com smartphone em punho. É o caso da estudante Marcella Albuquerque,17. Vive conectada e sempre que pode faz compras pelo WhatsApp. “Eu uso o aplicativo para comprar roupas, acessórios. Até bolo sem glúten já comprei. É muita facilidade”, diz.
Além disso, ela também usa as redes sociais para vender sua linha de joias. “Além do ‘Whats’, eu uso o Instagram para divulgar. A maioria das minhas clientes tem a minha idade e ama saber da coleção através das redes”, disse.

A estudante de publicidade e propaganda Vitória Zuppo, 20, é mais receosa. “Quando me arrisquei pela primeira vez a comprar online, gostei. Comprei algumas roupas da China e chegaram sem problemas, mas mesmo assim, fico receosa”, diz. Vitória prefere seguir marcas e lojas, ficar por dentro das coleções e depois comprar na loja física. “Se fico sabendo de alguma marca ou loja, já corro para o Instagram para ver os produtos. A marca que não tem perfil nas redes só tem a perder”, completa.

Segundo o diretor de e-commerce da Totvs, Maurício Trezub, essa geração busca o máximo de informações possíveis sobre tudo, principalmente na hora de comprar. “O que eles mais compram são produtos relacionados à moda e à tecnologia, especialmente celular. Além disso, apesar de ainda não estarem totalmente inseridos no mercado de consumo, influenciam os pais na hora da compra, fazem pesquisa na internet e vão à loja física”, aponta. Para Trezub, a geração Z não separa a vida real da digital.

“Para esse consumidor, a internet faz parte do dia a dia, ele não conheceu o mundo sem ela. Dispositivos móveis e redes sociais fazem parte da vida, para se relacionar com os amigos, assistir a filmes, comprar, estudar e até mesmo trabalhar”, explica.

Mais que tudo, o consumidor Z não é fiel a uma marca, mas sim ao que ela proporciona. “Como a diferença entre o real e digital praticamente não existe para essa geração, o esperado é que as empresas busquem novas formas de criar experiências diferentes, em todos os canais (físicos e digitais) para atrair, de fato, esses consumidores”, disse.

Para a jornalista especializada em negócios e carreiras Inácia Soares, as empresas precisam estar atentas às demandas desse público. “Se a empresa achar que trata-se de um cliente como qualquer outro, terá sorte se conseguir atrair e retê-los. Outro aspecto importante é a rapidez nos retornos. Jovens se sentem mais confortáveis com a simultaneidade de processos. Enviam e recebem a resposta quase que instantaneamente. Portanto, é preciso ter equipe dedicada ao atendimento digital”, explica.

“Quando a empresa entende o problema do cliente, ela consegue se comunicar melhor sabendo o que pode oferecer de solução para esse público tão exigente”, aponta a especialista em desenvolvimento de negócios da We Do Logos, Paula Del Sarto.
Mais conectada. A Geração Z envia, em média, 206 mensagens por dia, quase três vezes o volume da geração nascida nos anos 80, aponta pesquisa da McCann sobre o comportamento de jovens.

E-commerce, apenas, não é suficiente
As empresas ainda buscam alternativas para atrair o público de 16 a 20 anos. Segundo a especialista em desenvolvimento de negócios da We Do Logos, Patrícia Del Sarto, antes de investir, é preciso saber se o produto atende às demandas dessa geração Z. “A empresa, antes de criar um ecommerce, por exemplo, precisa analisar qual é o perfil de seus clientes. Entendendo isso, a melhor maneira de conquistar esse público é se comunicar de forma clara, investir na usabilidade, além de um apelo visual”, diz.

Paula ainda explica que quem não se preocupa em entender o cliente e acompanhar a mudança de seus desejos está fadado a fechar as portas.

Poder de consumo pede mais atenção

A geração Z quer agilidade, mas precisa de limite. Segundo a psicopedagoga Cristina Silveira, a atenção dos pais deve ser redobrada com o poder de consumo desta geração. “Os pais precisam estar atentos. Adolescentes e jovens precisam de limites, não importa se o dinheiro é deles e ou não. Eles precisam se conscientizar para não consumir desenfreadamente e perder o valor do dinheiro”.

Lucas de Freitas Sommer, 14, fica conectado na maior parte do tempo, e tem autorização dos pais para comprar pela internet. “Eu entro no site e já monto o que quero no carrinho de compras. Aviso minha mãe, e ela só me passa o código de segurança do cartão de crédito, os outros dados já estão cadastrados”, disse.

Sommer “não tem paciência” para comprar em loja física. “Prefiro comprar online pela rapidez e praticidade, resolvo tudo em poucos cliques. Compro mais tênis e jogos de videogame”, conta. A inspiração para muitas das aquisições vem do YouTube. “Vi um vídeo legal de um cara desenhando na parede de um quarto. Descobri qual caneta ele usava e comprei no site norte-americano”, explica.

“É uma geração imediatista que quer tudo para ontem. Cabe aos pais terem estratégias para educar financeiramente essa turma”, orienta a psicopedagoga.

Pessoal, quais são os desafios e as possibilidades para a publicidade diante desta geração que logo irá ser a principal consumidora?

segunda-feira, 15 de maio de 2017

'A gente somos inútil'

Escorregador em forma de vaso sanitário em exposição no Japão- Crédito: Issei Kato - 3.jul.2014/Reuters/Folha de S. Paulo
Por Hélio Schwartsman - Folha de S. Paulo - 14/05/2017

SÃO PAULO - Você sabe dizer como funciona a descarga do banheiro? Embora utilizemos esse equipamento mais de uma vez por dia, a maioria de nós é incapaz de explicar a física envolvida no despacho de dejetos. Não é nada muito complicado —trata-se basicamente do efeito sifão—, mas poucos de nós conseguem descrever como se dá a mágica. Coisas muito parecidas ocorrem para outros objetos cotidianos como o zíper. E nem vale a pena começar a falar de aparelhos realmente complicados como o forno de micro-ondas ou uma bomba atômica.

Sozinhos nós não apenas somos inúteis como também profundamente ignorantes. Com alguma licença poética, é essa a conclusão dos cientistas cognitivos Steven Sloman e Philip Fernbach, autores do fascinante "The Knowledge Illusion" (a ilusão do conhecimento).

Eles recorrem a exemplos e explicações evolutivas para mostrar que não estamos mentalmente equipados para guardar os detalhes de nenhum objeto ou situação individuais. Nossos cérebros só arquivam as grandes regularidades do mundo, deixando de lado particularidades. Mas, como a consciência da ignorância é imobilizante, nutrimos gostosamente a ilusão de que sabemos mais do que de fato sabemos.

Parece uma receita perfeita para o fracasso, mas nossa espécie não só não foi extinta como ainda conquistou o planeta e produz tecnologia indistinguível da mágica. Isso ocorre porque somos seres sociais. Enquanto indivíduos não sabemos quase nada, mas, como coletividade, conseguimos armazenar uma impressionante quantidade de conhecimentos, que depositamos em livros, grupos de especialistas e nos próprios objetos —você não precisa saber física para acionar a descarga.

Sloman e Fernbach, porém, não são tão otimistas. Embora seja possível avançar coletivamente, confiar cegamente nos dogmas sociais também pode nos levar a erros terríveis.

Pessoal, o que esse artigo nos diz sobre nosso Comportamento do Consumidor?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Empresas fatiam serviços para vendê-los a preço menor e atrair clientes




Por Anna Rangel - Folha de S. Paulo - 1o de Maio, 2017

Em vez de cobrar um plano mensal ou uma diária, pequenas e médias empresas do setor de serviços vêm adotando o modelo "sob demanda". São oferecidas apenas algumas atividades ou infraestrutura, sem que o cliente tenha de arcar com um custo fixo.

A ideia é manter o empreendimento menos ocioso e atrair clientes que, de outra forma, não consumiriam o produto oferecido, explica Pedro Zanni, professor de estratégia empresarial da FGV (Fundação Getulio Vargas).

"Trazer 30% a mais de público para uma academia, por exemplo, permite diluir o custo fixo da operação sem prejudicar a experiência do consumidor que já paga pelo plano mensal ou anual fechado", diz Zanni.
A estratégia é alternativa para enfrentar a crise, segundo o consultor do Sebrae-SP Márcio Bertolini. Para 59% das empresas, será preciso rever fórmulas de estimular as vendas neste ano, de acordo com pesquisa da instituição feita com 6.600 organizações de menor porte entre outubro e novembro de 2016.

O modelo garante uma receita extra para o spa Viktoria Garten, em Itapecerica da Serra (Grande SP), que oferece diária mais curta (de 8h às 17h) por R$ 165. O pacote inclui quarto, café da manhã, almoço e acesso à piscina.

"Os pacotes de fim de semana, a preço cheio [R$ 375] garantem a receita para financiar o negócio. As visitas de um dia são o complemento", afirma o turismólogo Antônio de Pádua, 55, proprietário do spa.
Nos últimos dois anos, o número dos que buscam o "day pass" (passe de um dia) cresceu 60%, segundo cálculos de Pádua. "Sem a venda avulsa, teríamos sofrido grave queda de receita em 2016."

A empresa faturou cerca de R$ 400 mil no ano passado, valor que se manteve estável em relação a 2015.
"A vantagem do 'day pass' é que o público não usa só a estrutura, mas compra uma massagem, volta mais vezes ou faz indicações, que já respondem por mais da metade da nossa base de clientes", afirma Pádua.
Há quem já baseie o modelo de negócios na venda unitária de seus serviços, como a academia Spin n Soul. O foco são as aulas de "spinning", na bicicleta. Cerca de 40% da receita vem da comercialização de visitas únicas, a R$ 45. Também são oferecidos pacotes com descontos, de 5 a 30 aulas.

O sócio Daniel Nasser, 34, conta que, ao pesquisar o mercado, sentiu resistência do público aos tradicionais planos de longo prazo. "Um serviço 'a granel' permite que nos especializemos em uma única modalidade, e isso nos diferencia das academias tradicionais, em que o cliente paga por atividades que não pratica", afirma.
A empresa, aberta em 2014, já fatura R$ 2 milhões ao ano e cresce 5% ao mês.

ROTATIVIDADE
Um dos desafios é vencer as flutuações de demanda, uma vez que a rotatividade dos clientes é muito alta, explica Zanni, da FGV. No caso da Spin n Soul, são mais de 24 mil pessoas cadastradas.

Mas é possível ganhar pelo volume de clientes. O estúdio de pilates da fisioterapeuta Mary Morishita, 29, viu um crescimento de 50% no movimento desde que implantou o sistema de visita única, a R$ 29,90, por meio de um serviço que reúne outras empresas do tipo.

"O modelo vale para quem não investe em marketing e depende do boca a boca. É o nosso caso, e valeu a pena. Foi preciso achar um espaço maior para dar conta da demanda", diz Morishita.
Se a ideia é depender menos do marketing e mais da indicação, o esforço para causar uma boa impressão ao freguês deve ser ainda mais intenso, afirma o consultor Márcio Bertolini, do Sebrae. "Ou se deixa uma imagem favorável ou o cliente, além de não voltar, avisa a seus conhecidos nas redes sociais que o serviço é ruim."

Pessoal, quais as oportunidades e ameaças para o profissional de comunicação neste novo cenário?

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Estudo Dirigido III - Percepção de Figuras Humanas do MASP




Objetivo: compreender a importância da Percepção no Comportamento do Consumidor  

Instruções:

1)      Ler, antecipadamente, as páginas 47 a 72 (2ª ed.) do livro Comportamento do Consumidor, de Eliana Kasaklian, referente ao item 1.8 Percepção, do Capítulo 1.

2)      Formar grupos de até quatro componentes.

3)      Visitar a Exposição A Figura Humana no acervo do MASP, que está no Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade (8/5 - Turma Noite; 11/5 - Turma Manhã)

 4)      Descrever a exposição com os argumentos do texto base. Como e onde os conceitos, as características, os tipos e as possibilidades de Percepção podem ser encontradas nos quadros expostos? O texto deve ter, no mínimo, quatro mil caracteres (com espaços).

5)      Ilustrar o trabalho com imagens dos quadros (são encontrados facilmente na internet ao buscar o nome da obra e do artista). Não é necessário usar todas as obras, mas, no mínimo, três.

6)      A partir do relatório acima, responder:
a.      Como usar tais argumentos para entender a percepção do consumidor? (mínimo 1.500 caracteres com espaço).
b.      Como usar tais argumentos para resolução de problemas de comunicação com o consumidor? (mínimo 1.000 caracteres com espaço)

7)       Enviar, até 24/5, com o nome dos componentes do grupo para unacomportamento@gmail.com

Observação sobre a avaliação: em trabalhos anteriores, grupos perderam pontos por não cumprirem as especificações, ou seja, não fizeram TODAS as abordagens, explicações e tarefas solicitadas no exercício. Não cometam o mesmo erro. Por outro lado, o cuidado estético e informacional dos textos também será avaliado (afinal, são estudantes de Publicidade e Propaganda), e poderam cobrir pontos eventualmente perdidos em outros critérios.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Estudo Dirigido II - Motivação na Praça


Façam um grupo de ATÉ quatro membros, ou faça individualmente.


1)     Leiam todas as instruções ANTES de começar o exercício


2)     Vão a uma praça pública e encontrem alguém em uma atividade de consumo. Mas lembrem-se que o conceito de consumo é amplo: alguém sentando no banco ou fazendo uma caminhada está consumindo a estrutura da praça, a segurança pública, o design arquitetônico..., ou mesmo consumindo um produto físico, como na leitura de um livro ou um jornal, ou mesmo um picolé ou pipoca.

3)     Definam apenas UM item de consumo. Exemplos: o livro, a caminhada, o descanso na praça, o picolé.... Anotem!

4)     Abordem a pessoa, se apresentem como estudantes de comunicação, perguntem seu nome e profissão, e se poderiam fazer uma pergunta. Se ela/e concordar, pergunte apenas:

“O que motiva você estar (colocar a opção de consumo: exemplos: lendo/caminhando/sentado no banco) neste momento?”

Anotem a resposta o mais literal possível.

5)     Peçam licença para tirar uma fotografia dela/e na atividade de consumo. Atenção: façam o possível para que não seja uma foto posada, e solicite que ela fique o mais natural possível, repetindo o momento como era ANTES de ser abordada/o por vocês. Agradeçam e façam uma despedida.

Façam um relatório como no exemplo a seguir: 





Nome da pessoa: José da Silva

Profissão: Administrador
Ato de consumo: Lendo um livro

“O que motiva você estar __lendo____ neste momento?



_______________________________________________________________________________________________

Como vocês acreditam que cada escola que estudou as motivações comportamentais explicaria essa resposta? Mas não se baseiem apenas nas respostas, mas também na percepção de vocês de todo o contexto onde está inserida a atividade de consumo:


Behavioristas



Psicanalistas



Humanistas



Cognitivistas



Evolucionistas



 
Datas de entrega: 17 de abril (noite)
                                 18 de abril (manhã

Enviar para unacomportamento@gmail.com

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A guerra dos Roses

Resultado de imagem para Can Neuroscience Change Our Minds?
Por Hélio Schwartsman - Folha de S. Paulo - 2 abr. 2017

Ceticismo. Se, em doses cavalares, ele nos empurra para posições solipsistas que levam ao imobilismo, em quantidades apropriadas, converte-se no motor da filosofia e da ciência. Ao instilar um pouco de dúvida em tudo, o ceticismo nos faz examinar criticamente as ideias recebidas, permitindo que nos livremos das piores e tenhamos chance de substituí-las por hipóteses mais adequadas. Ninguém nunca perde por aplicar um pouco de ceticismo às coisas, nem que seja para em seguida descartá-lo.

Faço essas reflexões a propósito de "Can Neuroscience Change Our Minds?" (a neurociência pode mudar nossas mentes?), do casal Hilary e Steven Rose. Ela é socióloga da ciência, e ele, professor emérito de neurobiologia na Open University de Londres. O livro tem uma agenda política muito clara. Os Roses frequentemente falam como militantes do PSOL, denunciando complôs neoliberais entre indústria e políticos conservadores para espoliar os pobres.

Se esses complôs são reais, eu não sei, mas sei que a obra é útil para analisarmos criticamente o oba-oba que se faz em torno do cérebro e do prefixo "neuro-" que hoje se acopla a quase tudo: neuromarketing, neuroeconomia, neuropsicanálise etc.

Os Roses não negam que houve importantes avanços na neurociência -Steven contribuiu para alguns deles- que aumentaram muito nossos conhecimentos sobre o cérebro, mas levantam uma série de problemas nos métodos e nos pressupostos daqueles que já querem extrair aplicações práticas desse saber.

Eles mostram, por exemplo, que a teoria do apego, segundo a qual recém-nascidos precisam conectar-se com ao menos um cuidador primário para crescer de forma saudável, que está na base de várias políticas públicas do Reino Unido, tem mais buracos que um queijo suíço. Mesmo que não compremos todas as ideias dos Roses pelo valor de face, seu livro nos aguça um saudável neuroceticismo.

Pessoal, depois de tanto tempo discutindo sobre visões do que nos motiva, encerrando com a Psicologia Evolucionista/ Neurociência, a partir do texto acima, que lições podemos tirar?

segunda-feira, 3 de abril de 2017

10 fatores para você descobrir o que te motiva


Por Paula Nascimento - Blog Scrumhalf - 11/09/2913

Alguma vez você já parou para se perguntar por que você faz as atividades que faz? Pode parecer uma pergunta sem propósito mas meu objetivo é saber o seguinte: você sabe o que te motiva? 


A motivação é um tópico que está sempre em discussão em qualquer equipe e qualquer empresa. Na agilidade, ela até faz parte do Manifesto Ágil sendo o foco do 5º princípio, como falamos aqui. Por ser um assunto tão importante, ele já foi objeto de estudo de diversos autores, dentre eles, Jurgen Appelo. O Jurgen conseguiu nos trazer um resumo de 10 fatores de motivação intrínseca intimamente ligados ao universo das organizações, mas que tal olharmos um pouco além? 


O primeiro contato que tive com estudos sobre a motivação foi através de um artigo de Thomas Malone, onde ele resumiu 3 fatores principais que motivam as pessoas a participar e desenvolver atividades: dinheiro, amor e glória. Para ele, esses eram, até 2009, os 3 fatores básicos de motivação das pessoas. Ou elas se motivam porque buscam um ganho financeiro, ou se motivam a fazer algo simplesmente porque gostam, ou elas se motivam porque querem ser reconhecidas pelo trabalho desempenhado. 


Um pouco depois, li um outro artigo escrito pela Mary Lou Maher, onde ela adicionou mais 5 fatores à esta lista do Malone: desafio, carreira, interação social, diversão e obrigação. Até aqui temos 8 fatores de motivação intrínseca que, ao meu ver, vão além do mundo corporativo. Tenho certeza que existem diversos estudos que levantam outros muitos fatores de motivação, mas acho que esses já são suficientes para nos fazer parar e refletir sobre o que, intrinsecamente, mais nos motiva a fazer nossas atividades diárias, sejam elas pessoais ou profissionais. 


Acho que, pelo bem da simplificação, os 3 fatores iniciais levantados pelo Malone realmente podem ser considerados os fatores básicos de motivação porque, de certa forma, agrupam os demais fatores levantados. E também concordo com o Malone quando ele diz que, atualmente, as pessoas se empolgam mais com os "novos" fatores amor e glória e cada vez menos com o "antigo" dinheiro. 


E, aparentemente, é o que também acha Jurgen Appelo. Então, vamos aos 10 desejos intrínsecos propostos por ele e o que significam. São eles:


motivators


1.    Aceitação: saber que as pessoas ao seu redor gostam de você e do seu trabalho.


2.    Curiosidade: ter sempre que pesquisar e buscar coisas diferentes para incorporar no seu trabalho.


3.    Domínio: ter certeza que o trabalho a ser desempenhado está dentro da sua alçada de conhecimento e ao mesmo tempo te leva a melhorar.


4.    Honra: saber que você consegue passar seus valores para a sua equipe e seu dia a dia na empresa.


5.    Liberdade: não depender de outras pessoas para realizar o seu trabalho.


6.    Objetivo: saber que seu trabalho está alinhado com seu objetivo de vida ou que você está trabalhando para um bem maior.


7.    Ordem: ter um mínimo de ordem e estrutura na empresa para que você possa desemepenhar o seu trabalho.


8.    Poder: saber que sua opinião será ouvida e levada em consideração na tomada de decisão.


9.    Relacionamento: ter um bom relacionamento social com seus colegas de trabalho.


10.  Status: saber que você tem um bom cargo na empresa e é reconhecido por isso. 


Pode não parecer, mas cada um desses fatores é extremamente importante para nos mantermos motivados com o que fazemos. E mais importante ainda é termos consciência deles e sabermos, dentre os 10, quais mais nos motivam e, portanto, precisam de maior atenção e cuidado para que nós mesmos e nossas equipes estejam sempre com a motivação lá em cima. Não é fácil, mas é aquilo… get motivated or die trying.  


Voltando à questão inicial, refaço a pergunta: e agora? você já sabe o que te motiva? 


Pergunto isso novamente porque quando estamos motivados, melhoramos o trabalho para nós e para aqueles que estão no mesmo barco que a gente. Mas como podemos nos motivar e ajudar aos outros a se motivarem se nem ao menos sabemos o que nos motiva? Por isso, minha sugestão, com este post, é que paremos um pouco para tentar analisar o que nos motiva. Com certeza, esta reflexão nos trará bons frutos mais a frente.

Prezadas e Prezados, vocês são capazes de responder a pergunta? Qual o impacto que  as motivações podem ter nos nossos projetos de comunicação?