terça-feira, 14 de setembro de 2010

Estudo Dirigido II - Maslow e a Publicidade

Prezadas e prezados,

Para cada necessidade apontada pela Teoria de Maslow, anexe/cole uma peça publicitária que tenha o foco específico.

E justifique.

O trabalho é individual e deverá ser entregue impresso até o dia 27/09.

domingo, 12 de setembro de 2010

CELULARES, PRIVADAS E "UNIVERSOS PARALELOS"

Por Elio Gaspari - Folha de S. Paulo - 12/09/2010

Em abril passado os mastigadores de números da ONU surpreenderam o mundo ao mostrar que na Índia (1,1 bilhão de habitantes) só 31% da população tinha acesso ao saneamento básico, enquanto 45% dos indianos tinham celulares. Privada x celular seria um indicador daquilo que o colunista americano Roger Cohen chamou de "universos paralelos".

A Pnad de 2009 mostrou uma situação parecida em Pindorama. Dos 190 milhões de brasileiros, 78 milhões não têm acesso ao saneamento, enquanto há no país 162 milhões de celulares. (Como há pessoas que têm mais de um aparelho, esse número não pode ser diretamente associado à população.)

É possível que essa comparação seja um fútil exercício estatístico, mas a ideia dos "universos paralelos" é estimulante. O cidadão mora em Itaboraí (RJ), não tem latrina, mas fala com a avó em Tauá, no interior cearense. Os serviços de comunicações, privatizados, expandem-se com mais vigor, e muito maior rentabilidade, que o saneamento estatal. Ademais, não se conhece caso de pessoa que tenha trocado saneamento por celular.

O cidadão com celular entra num universo onde pode se informar e reivindicar melhores serviços públicos. (Mesmo sabendo-se que 82% dos celulares brasileiros são pré-pagos.)

O mundo de "universos paralelos", com mais celulares do que privadas, torna-se chocante quando se vê a expansão mundial do mercado de água engarrafada. No próximo ano ele valerá US$ 86 bilhões, 51% acima da cifra de 2006.

A degradação (ou o medo) da qualidade da água da torneira criou um hábito regressivo. No século 19 o andar de cima de Londres consumia água encanada. Quem a comprava a granel era a patuleia, pois as fontes públicas espalhavam cólera.O Brasil é o quarto mercado consumidor de água engarrafada, depois dos EUA, México e China. Como a própria associação das empresas do setor reconhece, há marcas de "mineralizadas" que são apenas água da torneira (tratada com dinheiro da Viúva) enfeitada com alguns sais.
Prezadas e Prezados, dêem sua opinião sobre o que o conceituado colunista falou a partir do comportamento do consumidor

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Irmãos Brain: a psicanálise em quadrinhos!




Prezadas e Prezados, visitem o site, divirtam-se e comentem, ampliando um pouco o que vimos em sala. Será que conseguem também colocar depoimentos sobre seus embates pessoais entre o Id, Ego e Superego?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Estudo Dirigido I - Consumo

Prezadas e Prezados,

Para aquelas e aqueles que não puderam ir na aula do dia 17 último, dei um Estudo Dirigido.

Tanto as perguntas como o texto estão disponíveis na nova sala virtual do SOL, intitulada "Material Didático".

O exercício é individual e deve ser entregue na próxima semana.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A influência da globalização dos produtos de consumo na formação da personalidade dos jovens

Por Tânia Maria Hetkowski e Rodrigo Barros Gewehr - Universia - Publicado em 18/11/2005 - 00:01

Este trabalho surge de uma simples questão: por que enxergo tamanha contradição na fala dos adolescentes? Há muito tempo venho percebendo, a princípio de forma pouco clara, talvez por ser, na época, também um adolescente, uma certa apatia frente a vida, exposta em seus discursos; bem como uma falta interna de coerência entre o que se pensa e o que se faz.Esta questão não é apenas uma dúvida escolástica, mas nasce, primeiramente, da própria incoerência que vivi juntamente com o grupo com o qual convivia, quando de minha adolescência. Sempre soou estranho aos meus ouvidos tamanha apologia à liberdade, quando, na verdade não podíamos transcender as idéias do grupo, e quando, ao final do mês, tínhamos de prestar contas aos nossos pais e pedir dinheiro para a manutenção de nossa liberdade.


Após o início deste estudo, com o contato que tive, e ainda tenho, com adolescentes essa contradição passou a afigurar-se cada vez mais forte, porém ainda não era claro para mim o que a ocasionava, como se propagava e quais as conseqüências na vida futura da pessoa. Assim, comecei a traçar suas relações com a mídia e com os produtos de consumo, a fim de perceber suas relações com a questão dos adolescentes, já que a mídia é o meio de propagação por excelência das idéias da sociedade contemporânea, e os produtos de consumo seu alimento e combustível.


Um depoimento de uma aluna de 15 anos deixou-me deveras intrigado. Disse-me ela que achava "animal" o grupo de rock "Dazaranha", o qual tinha feito um show em nossa cidade, e que gostava de assistir "Teletubies" na parte da manhã. Essa fala da adolescente foi bem significativa para mim e a partir daquele momento comecei a visualizar de forma mais clara a questão com a qual me deparava. Percebi a um só momento que o fato que presenciava era mais profundo do que imaginava e ao mesmo tempo óbvio e transparente.


Dessa forma, esse trabalho surge primeiramente quando estava enfrentando minha adolescência, sendo assim, inicia a partir de uma necessidade interna de entendimento, e estende-se após a superação desta etapa, devido a minha contínua observação e interesse pela realidade do adolescente, auxiliado sobremaneira pelos estudos realizados no curso de Psicologia, os quais regaram a semente deste estudo e deram-me uma visão teórica que embasou minha caminhada.


O fato observado pode ser entendido de diversas maneiras e sob diversos aspectos. Partindo de uma visão psicanalítica podemos entender que esta crise atravessada pelo adolescente faz parte de seu crescimento psíquico, e é plena de dualidades (ABERASTURY & KNOBEL, 1992). Trata-se de um momento de transição, momento de elaborar lutos, de abandonar algumas posições para poder assumir outras e assim construir uma identidade adulta.


Este momento é rico em questionamentos, dúvidas e incoerências, retrato parecido ao de nossa sociedade atual (OSÓRIO, 1989). Por isso percebe-se que nossa sociedade e nossos adolescentes formam uma interface que favorece o entendimento da dinâmica tanto destes, quanto daquela. Ambos se interpenetram, refletem-se um no outro, mostrando suas riquezas e suas doenças.


De um ponto de vista social, nota-se que o processo de globalização vem provocando mudanças profundas em nossa sociedade e propagando de forma generalizada o modo de produção capitalista, baseado no consumo. Esta tendência mundial interfere na cultura e cria formas de agir e pensar de certa forma "homogêneas", incutindo seus produtos no âmbito global (ACHUGAR, 1994, 1997; BEYHAUT, 1994). Porém, tal homogeneização é fonte de graves descaracterizações nas culturas nacionais, provocando, similarmente ao adolescente, uma sensação de nau à deriva, para usar de uma alegoria.


Nosso intento nesta pesquisa foi reconhecer na fala dos adolescentes o quanto a globalização está presente em suas vidas. Utilizamo-nos como fio condutor de nossa investigação os produtos de consumo advindos desse processo mundial. Outra perspectiva explorada foi a relação, a interface do adolescente com a sociedade; como esse relacionamento ocorre e quais as consequências no comportamento do adolescente. Certo é que a globalização, a sociedade e os adolescentes, interagem de forma íntima e muitas vezes velada, e esta inter-relação traz conseqüências na formação da identidade deste adolescente contemporâneo, as quais procuramos revelar e compreender neste projeto de pesquisa, financiado pelo PIBIC/CNPq."Já faz trezentos anos que escalo esta montanha e nunca alcanço o cimo." Utilizamos Goethe para dizer que este estudo não é uma conclusão, e sim alguns passos na escalada interminável do conhecimento. Queremos contribuir com nosso trabalho para a ampliação nas perspectivas de investigação das relações do adolescente com seu meio, e consigo mesmo, pois é premente a necessidade deste estudo.


Prezados, dêem sua opinião sobre o artigo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Trabalho de Recuperação: em três anos, 10% mudam de classe

Da redação do Jornal O Tempo - 06/11/2009 - Caderno Economia

Apesar da melhora, cerca de um quarto da população vive com renda baixa

SÃO PAULO. Os brasileiros que subiram de classe social entre os anos de 2005 e 2008 somaram 18,5 milhões, mostra levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes.

Baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o estudo mostra que 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto outros 7 milhões passaram para a classe média.

O instituto repartiu a população em três partes. No primeiro terço ficaram as pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, ficaram aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Por fim, no terceiro, que representa o estrato superior da renda, estão os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.

A partir dessa divisão, tornou-se possível retroagir e avançar no tempo e mostrar a evolução da população de 1995 a 2008. Os dados mostram que a população de menor renda perdeu importância no conjunto, caindo de 34% do total da população até 2004 para 26% em 2008 - a menor desde 1995.

Mesmo assim, ressalta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto de sua população vivendo com rendimentos extremamente baixos. Como consequência, as classes média e alta ganharam maior representatividade populacional.

Camada mais pobre tem acesso maior a bens duráveis
A migração entre classes sociais se reflete dentro das casas, mesmo nas de quem permanece na mesma faixa. Em dez anos, o número de pobres com máquina de lavar roupas em casa mais que dobrou. Já a posse do telefone é o que mais impressiona: em 2008, apenas 5,1% dos trabalhadores nessa faixa de renda tinham um aparelho; em 2008, já eram 62,69%.A geladeira também se tornou item mais comum nas casas das pessoas com renda mensal per capita até R$ 188. Em 1998, ela estava presente em pouco mais da metade desses lares. No ano passado, já havia chegado a 80% deles.Na divisão por gênero, os homens reduziram a participação entre a classe mais baixa e tiveram uma pequena elevação na mais alta.

Metade da migração é no Sudeste
As regiões Sudeste (36,3%) e Nordeste (34,1%) se destacam como as que mais registraram ascensões entre as classes baixa e média, uma vez que responderam por quase 71% do movimento da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira.
No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos que saíram de estratos inferiores. Na sequência, ganhou importância a região Sul com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7% de beneficiados.


Para aqueles que querem tentar uma recuperação, aí vai:

1) Em dupla ou individual, pesquisem um levantamento sobre comportamento do consumidor, como o daí de cima. Uma dica é usar os dados do IBGE. Existem diversos dados, principalmente no que diz respeito à população e a economia.

2) A partir dos dados, faça uma análise e prepare um texto e uma apresentação de 15 minutos para a classe.

3) O trabalho valerá até 15 pontos que poderão ser acrescentados à nota, ao final do semestre, conforme critério do professor.


4) Cite a fonte, não faça plágio - principalmente dos colegas de semestres anteriores (tenho todos eles ainda no arquivo, para consulta).
Se acontecer, ao invés de ganhar 15 pontos, o professor irá tirar 15 pontos.

5) Apresentações nos dias 15 de junho (turma noite) e 25 de junho (turno manhã). Isso mesmo, são os dias do jogo do Brasil. Quem foi bom aluno durante o semestre fica mais tranquilo para curtir a Copa. Os demais, façam suas escolhas.

6) Postem, aqui, quais as duplas ou os alunos individualmente que farão a recuperação, colocando nome(s) e o tema do trabalho a ser apresentado.

Bom trabalho

Coisas que atraem

Livro analisa como consumo é guiado pelo poder de sedução do design e mostra o que existe por trás dos produtos usados no cotidiano

Por Fábio Victor - Folha de S. Paulo - Ilustrada - 01/06/2010

Logo no início de seu "A Linguagem das Coisas", o inglês Deyan Sudjic conta como, numa loja do aeroporto londrino de Heathrow, comprou quase sem notar seu quinto laptop da Apple em oito anos.

Não que o anterior estivesse quebrado ou obsoleto.

Mas, observa o autor, "a Apple acha que o caminho para sua sobrevivência num mundo dominado pelos programas de Bill Gates e pelos componentes físicos chineses é usar o design como isca para transformar seus produtos em alternativas almejadas ao que os seus concorrentes estão vendendo".

Sudjic, diretor do London Design Museum, lembra, então, que a ideia de sucatear tão depressa "algo que pouco tempo antes parecia prometer tanto" não é nova.

Existe pelo menos desde 1930, quando os pioneiros do marketing americano, na ânsia de que o consumo tirasse o país da Grande Depressão, criaram o termo "engenharia de consumo".

Num livro de 1932 citado por Sudjic, o pioneiro da publicidade Earnest Elmo Calkins escreveu que "os bens são de duas classes: os que utilizamos, como carros e aparelhos de barbear, e os que consumimos, como pastas de dentes ou biscoitos amanteigados. A engenharia de consumo precisa tratar de fazer com que consumamos o tipo de produtos que agora simplesmente utilizamos".

E o maior responsável pelo êxito de tal tese, segundo a obra do inglês, é o design.

Mas, e o papel, nessa cadeia, da publicidade e da propaganda?

"O aspecto mais poderoso do design é que ele consegue se apresentar como conectado à cultura, enquanto o marketing e a publicidade são sempre compreendidos como manipuladores e, de certo modo, sinistros", afirmou Sudjic em entrevista por e-mail à Folha.

E o que dizer então do papel da tecnologia na cadeia de consumo -senão, como explicar que o CD mata o vinil para logo ser morto pelo MP3, o mesmo ocorrendo com VHS/DVD/Blu-ray?

"O design é a maneira pela qual a tecnologia adquire uma face humana. Ninguém entende todas aquelas siglas, mas as pessoas compram Apple, que pode até não ter a tecnologia mais avançada, mas a embala de um jeito desejável e sedutor."

Para ler o restante da matéria.


Prezadas e Prezados, continuem a responder a questão em negrito. E já passaram pela mesma situação do autor?