terça-feira, 5 de outubro de 2010

Consumidor foi esquecido na eleição

A maioria dos candidatos a cargos eletivos, inclusive os presidenciáveis, deu uma banana para o consumidor
Por Maria Inês Dolci - Folha de S. Paulo - 04/10/10

HÁ UM IMPORTANTE personagem que move a economia do Brasil. Ele (ou ela) compra produtos, contrata serviços e ajuda a distribuir riquezas pelos 8,5 milhões de quilômetros quadrados deste país.

Esse personagem, contudo, não foi lembrado na campanha eleitoral deste ano. Não obteve sequer promessas eleitoreiras. Simplesmente, a maioria dos candidatos aos cargos eletivos, inclusive os presidenciáveis, deu uma banana para o consumidor brasileiro.

O descaso é facilmente identificável. Quantos se comprometeram a trabalhar para que o caos tributário e fiscal, que retira renda dos assalariados para engordar os cofres públicos, seja ao menos reduzido?

Continuaremos a pagar impostos, taxas e contribuições para sustentar um Estado gordo, incompetente e descuidado com o controle dos deslizes que, muitas vezes, parecem norma, não exceção.

É bem provável até que tenhamos de engolir, de novo, a amarga pílula do imposto nas transações financeiras, travestido de panaceia para a saúde. Sabemos muito bem que a saúde a que se referem nossos políticos é a que sustenta suas bondades eleitoreiras.

Também não há no horizonte mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das agências reguladoras. Elas têm problemas que deveriam ser sanados. Pode esquecer isso.
Falta, inclusive, uma agência para cuidar da área da educação em nosso país. Estamos, aliás, no período do ano em que as escolas privadas praticam reajustes dos contratos acima da inflação, sangrando os bolsos de pais que raramente receberam alguma correção salarial nos últimos anos. E uma agência para tratar, exclusivamente, da defesa do consumidor.

Também não vi um compromisso público, direto e objetivo com a manutenção do Código de Defesa do Consumidor. Certamente será atacado pelos grupos contrariados com a faxina que fez nas relações de consumo.

Outros temas urgentes e abrangentes foram deixados de lado: qualidade de rótulos, mais informações sobre os eventuais danos derivados do consumo de determinados alimentos, envio não solicitado de cartões, imposição de compra de serviços para manter uma conta-corrente etc.

Os estatutos do Idoso e do Torcedor, que teimam em não sair do papel, mereceriam debates, sugestões, críticas e preocupação da nova (?) safra de políticos. Provavelmente, continuarão mofando na estrutura burocrática dos três Poderes.

O direito à informação -por exemplo, assegurando a divulgação de testes de produtos e serviços, que têm sido censurados previamente no Poder Judiciário- não motivou nem três linhas nos discursos dos candidatos.

Temos, contudo, de fazer uma autocrítica: nós, eleitores, consumidores, cidadãos, não cobramos nada disso. Não estimulamos os postulantes à Presidência, ao Senado e às Assembleias a discutir as relações de consumo.

Em política, tudo que não se cobra, obviamente, é esquecido, deixado para lá, porque, aparentemente, não interessa e não dá voto.

Ponto para aqueles que gostariam de retornar à situação anterior ao Código, quando havia um "velho oeste do consumo", ou seja, quem sacava primeiro ganhava a luta.

Não temo que isso ocorra, porque trabalhamos diariamente para valorizar os direitos obtidos por essa legislação que "pegou". E que tem assegurado, a duras penas, direitos simples, como o de receber o produto pelo qual pagamos com a qualidade prometida.

Ou os avisos (recall) sobre defeitos em produtos e serviços que ameacem nossa saúde e o funcionamento do que adquirimos. Temos de lutar para ampliar nossos direitos e melhorar os mecanismos de fiscalização deles.

Não podemos, porém, olhar para o lado enquanto tentam destruir o arcabouço de defesa dos direitos do consumidor.

Só conseguiremos isso se abrirmos mão de algumas horas de lazer para participar do jogo eleitoral em prol de nossas teses. Como diz a tradição popular, barco parado não ganha frete.


Prezadas e Prezados, comentem o artigo.

24 comentários:

  1. Em campanha os políticos dão ênfase aqueles temas em alta, que lhe garantirão votos. Os discursos são formulados a partir do que as pessoas querem ouvir, baseados em pesquisas de opinião pública. Assim muito se fala de bolsas assistencialistas, crescimento na economia e planos ambientalistas. Mas o que tenho percebido que nem os temas citados têm profundidade, idéias e projetos não são discutidos a fundo, e os políticos se tornam "artistas" do qual a relevância é serem simpáticos e bem-apessoados. Focando na disputa presidencial, pode-se dizer que os candidatos são os marketeiros de Serra e Dilma, e não os próprios. Mas como Maria Inês Dolci mesmo conclui, a culpa é da população que não cobra seus direitos, discuti e cobra cada questão de responsabilidade do governo. Para o Brasil evoluir é muito importante que as pessoas possam crescer individualmente, tenham poder de compra, consigam investir para assim produzir mais. Com o consumidor valorizado pelo Estado o capital gira mais, e novas oportunidades aparecem para o país.

    Carolina Thusek 6°p - Noite

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  2. Realmente lamentável o descaso e a falta de interesse político dos nossos candidatos com relação a esses temas. Sem citar outros vários que não foram abordados como a própria emenda da ficha limpa, limites da pratica do looby, entre outros tantos.
    Mas falando no que foi dito acima, a única manifestação que vi de alguns desses temas e que foram discretamente discutidas nas eleições, foi para governador, no que se refere à diminuição dos impostos como ICMS, ST para produtos do gênero alimentício, mais especifico produtos da cesta básica: Arroz, Feijão, Açúcar, Leite. Tudo isso para alentar o giro de mercado dos mesmos chegando com um custo mais fresco ao bolso do consumidor final.
    Agora no que se refere à lei de defesa do consumidor, direito a informação sobre testes de produtos e serviços controle de qualidade e recall assuntos de interesse publico e que de certa forma pode causar danos ou problemas, isso ninguém toca no assunto. Mesmo porque grande parte das empresas de produtos e serviços injeta quantias em dinheiro na campanha de certos candidatos para serem beneficiadas no possível mandato, medidas que se fossem levadas a seria daria aos pais alem do crescimento daria maior valorização do produto e maior credibilidade de mercado. Podemos falar de também de outras leis que são ignoradas pelos nossos candidatos a cargos políticos e que não são aplicáveis como o estatuto do idoso e do torcedor, comece pelo idoso, hoje cada dia mais os vemos sendo varrido pra debaixo do tapete como se fosse um lixo, um descaso total com aquele que de forma legal contribuiu para o desenvolvimento e crescimento dos pais, e que hoje sofre os maus tratos do governo e familiares como se fosse uma praga contagiosa, temos também a forma mais natural e bizarra de descrever como nos somos no conviveu social e de como não sabemos viver com nossas diferenças, tudo isso explicita nas torcidas de futebol, a forma mais explicita de manifesto popular, o esporte mais tradicional do mundo, e que precisamos de um estatuto para nos proteger de nos mesmos, de nossa ignorância e estupidez e que não a praticamos e nem cobramos a sua pratica. Hoje nós não nos preocupamos com coisas simples e fundamental para nosso dia que é o exercício dos nossos direitos, direitos esses que melhoram e promovem de certa forma a qualidade de vida do cidadão brasileiro contribuindo para uma melhor socialização. Mas enquanto não enxergarmos nosso direito como fator fundamental para nosso crescimento social e humano não faremos disso um assunto fundamental para ser discutido no dia a dia e principalmente durante o período eleitoral nos debates políticos, nas propagandas ou nos projetos apresentados pelos candidatos, tem que partir de nós que somos quem elegemos cobrar-mos nossos direitos e o direito de exercê-los.

    Fabiano Sena de Oliveira
    Publicidade Propaganda 7 periodo Noite

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  3. É realmente lamentável o descaso dos políticos com os consumidores, mas isso não se dá apenas por conta dos políticos que promete apenas o que os eleitores querem ouvir, mas também ocorrem, pois o próprio eleitor não corre atrás de seus direitos e sem contar que o brasileiro possui uma memória EXTREMAMENTE curta. Outra situação atual não é apenas o descaso dos políticos com os eleitores, é o descaso dos políticos com a própria política pois atualmente vemos que a política tornou-se literalmente um circo com candidatos que obtiveram números exorbitantes de votos sem se quer apresentar uma proposta se quer em sua candidatura, ganharam a eleição apenas fazendo piadas. Com isso mostra mais uma vez que o povo brasileiro é de EXTREMA ignorância, que não pensa em suas atitudes que consome tudo aquilo o que lhe é “enfiado goela abaixo”.


    Alberto Hodge
    7° Período Publicidade e Propaganda - Noite

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  4. Essa matéria aborda um assunto muito peculiar e que vem se agravando a cada ano, mais e mais.
    Mostra e destaca o descaso que os políticos teem sobre os consumidores, e eleitores desse páis.
    Estamos vivendo em uma nova era e que tudo se cria, tudo se transforma, a tecnologia se avança, ficamos atentados a querer se desenvolver junto com o mundo, e por um outro lado, que é de campanhas políticas, palanques, vitórias governamentais e presidencias,não estamos fazendo nosso papel de cidadão para ter um país mais justo, pelo menos em tentar que seja menos pior do que as nossas condições hoje em dia! E isso não é culpa dos cargos chefes deste país, nós escolhemos, nós elegemos e no finalsão eles os que comandam nosso país. E porque está ruim? Porque nós não nos exigimos iguais, ou melhor que outros países, por isso sofremos esse descaso,essa humilhação, e despreso que por partes deles é bem visto pra quem é de fora.
    O que temos que fazer é correr atrás de nossos direitos, fazer vale a pena o papel de cidadão, e cobrar quando necessário todos as propostas por eles afirmados! Cada um ajudando e fazeendo a sua parte, acredito sim em um páis melhor e mais justo.

    RAFAEL PAZ - 6P/PP - NOITE

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  5. Interessante artigo, que nos faz pensar sobre alguns pontos importantes. A economia que move o país, que transforma e é responsável pela evolução financeira, é deixada de lado pelos candidatos no que diz respeito ao consumidor. É como se eles dissessem "Vocês estão em um grau elevado, temos que falar de coisas mais populares". Populares para trazer em quantidade, o sucesso da campanha. Direitos do consumidor, impostos? Isto são apenas detalhes impertinentes trazidos no seio de uma discussão menor em termos eleitorais. O ser humano tem mania de reclamar por tudo, de nunca estar satisfeito, então que estes problemas sejam apenas "reclamações sem sentido, de uma sociedade fadada à reclamação".
    E ainda há aqueles que não percebem esta urgência, que ainda estão entorpecidos pelas promessas fáceis, aquelas promessas que aparecem bonitinhas nas campanhas, com muita gente sorrindo, feliz da vida... Esquecendo que a felicidade é feita de pequenos detalhes que muitas vezes passam despercibos por nós...

    PRISCILLA SERRADOURADA DOS SANTOS - 7º PP/NOITE

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  6. O tema do artigo é bastante interessante, pois ele aborda um assunto que é pouco discutido entre a população nos dias de hoje, no que se diz respeito ao consumidor.

    O consumidor gera aumento considerável, da movimentação do mercado econômico. Trazendo, portanto, lucro à empresa, juntamente com a auto estima do indivíduo beneficiado, consequentemente convergindo em uma melhoria em vários aspectos da sociedade.

    Mas nem sempre essas questoes são lembradas, pois os politicos esquecem o importante papel que o consumidor exerce em uma eleição, a influência que ele tem sobre os demais eleitores.

    Mas nao podemos esquecer que as vezes a própria populãção esquece que além de possuir seus deveres, possui também direitos, mas nao o cobram.

    Vivemos em sociedade democrática, e para que ocorra as mudanças é necesário que todos exerçam seus deveres e utilizem os seus direitos de forma correta.

    Hendy de Matos - 7º PP / Noite.

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  7. Isso realmente não e analisado pela maioria dos eleitores, na maioria das vezes muitos pensam em relação a emprego educação e saúde se esquecendo que todos os dias consumimos algo seja um simples pão de sal até várias movimentações bancárias, é preciso que a gente dê mais atenção no que diz respeito as altas taxas cobradas pelos bancos,reajuste dos alimentos, em contra partida eles prometem construir casas para pessoas de baixa renda, e melhorias para várias partes sendo que de onde sai o dinheiro para tudo isso? Daqueles que compram! Esse artigo nos leva a ver de forma mais clara em que situações que encontramos diante daqueles, em que votamos esperando ter um bom resultado.

    Brena 6° PP - Noite

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  8. Quando o assunto é política é estranho comentar,
    temos uma visão muito fechada sobre Eleições.
    Gostei do artigo, mas o que mais vez nós é mostrado é que jamais existira democracia, onde os candidatos se preocupem em ouvir a população.
    Teremos impostos, descaso e N problemas.
    Para um país melhor, devemos lutar pelos nossos direitos, conhece-los e lutar sempre para que sejamos atendidos.

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  9. O tema do artigo é muito interessante, pois aborda um tema muito discutido hoje pela população. A economia do nosso pais é responsável pela evolução financeira, sendo deixada de lado pelos candidatos no que diz respeito ao consumidor, mas nem sempre essas questões são lembradas, entretanto os candidatos esquecem o importante papel que o consumidor exerce em uma eleição, a influencia que eles tem sobre os demais eleitores. Não podemos esquecer também que as vezes a própria população esquece dos seus deveres é só lembram dos seus direitos. O ser humano tem o costume de reclamar de tudo, nunca estão satisfeitos, antes de reclamar é necessário agir, lembrar de exercer seus deveres, utilizando seus direitos corretamente é tendo uma participação ativa nas eleições, para as devidas mudanças ocorrerem na nossa sociedade.

    Paola Silva - 7º PP / Noite.

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  10. Só prestamos atenção nos direitos que temos no CDC quando passamos por algum problema com um produto ou serviço. Bem lembrado quando se fala que os políticos não estão nem aí para nós consumidores, nós que fazemos com que a economia do país cresça. Será que o nosso papel na sociedade é pagar impostos? Pois é o que pareçe. Infelizmente essa nossa eleição virou uma guerra de insultos e foi deixado de lado temas importantes como: os estatutos que devem ser revistos e atualizados e ninguém está nem aí.
    Fica difícil cumprir com o meu papel de cidadã nas urnas, porque só sou lembrada nesse momento, depois hahahahahaah....

    Luana Aquino

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  11. Realmente quando se trata de eleição, só se fala em questões polêmicas (nesta eleição: o aborto, a religião, as privatizações). São as formas que os candidatos conseguem de abrir uma brecha em qualquer descuidado do discurso do outro e entrar em posição de ataque. Entretanto nesta disputa de "quem fugir melhor" vence (porque em questões polêmicas qualquer lado que você defende terá repercussão e perda de votos),quem leva a pior somos nós, cidadãos. Pois os candidatos investem muito nesses discursos de ataque e esquecem que o eleitor precisa de informações sobre diversas áreas para tomar uma decisão mais certa. No setor econômico se fala em roubos e não falam de investimentos, de inflação, diminuição de imposto. Quando se tem promessa já é difícil acreditar no candidato, mas quando não se tem promessa que fica mais difícil de acreditar em alguma mudança e acertar na hora de votar.

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  12. Estamos submersos em um universo cultural no qual o jargão é “política e religião não se discutem”. Creio que aqui encontramos a reposta para o questionamento deixado pelo colunista acima: “Os estatutos do Idoso e do Torcedor, que teimam em não sair do papel, mereceriam debates, sugestões, críticas e preocupação da nova (?) safra de políticos”.
    Se não sabemos que existem fica difícil sobrar algo. Vivemos em um mundo onde as informações vão tão rápido quanto a velocidade da luz, porém ficamos mais interessados em saber o que aconteceu na novela, do que “perdermos tempo” lendo artigos que são de cunho social e aplicáveis diretamente em nossa vida.
    A ignorância de nosso povo talvez seja o principal fator por sermos esquecido nas eleições. Muitas vezes deixamos nos levar por opiniões formadas por terceiros, opiniões essas que simplesmente apascentam nosso coração de uma maneira confortável que nem sempre é viável. Porém por preguiça de buscar assuntos tidos como chatos preferimos uma posição pré fabricadas por outros.
    Enquanto não acordarmos e apagarmos de nossa cultura tal jargão ridículo implantado a muitos anos viveremos alienados ao verdadeiro significado da democracia.
    A ignorância a qual me referi logo acima não é intelectual, pois pesquisas mostram que a cada dia crescemos no quesito educação. Porém é uma ignorância provocada sobre o assunto que não se discute por medo, ou desconhecimento do mesmo. Não expressar sua opinião ou não buscar ao menos formá-la é a causa de tal situação eleitoral em nosso país, infelizmente isso só vai mudar quando nós mudarmos, nós consumidores e principalmente CIDADÃOS.
    Não podemos reivindicar algo desconhecemos.

    André Matos
    7º Período - Noite

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  13. Passa ano entra ano e a política brasileira parece se manter a mesma. Candidatos fazem inúmeras promessas, afirmam estarem preparados para assumir um cargo para representar o povo. Após as eleições tudo esfria, muitos desses políticos vão para sua cadeira confortável e macia e pronto, missão cumprida. Assim uma frase se torna famosa na camada social, "Político só liga para o povo em épocas de eleição". Será que todos são realmente assim? Usam a política apenas como trampolim para progresso financeiro? Generalizar está errado. Temos que acreditar que existem políticos que de fato podem fazer algo pelo povo. É difícil encontrar? Sim, impossível? Não. A Política no Brasil funciona mal, e nós eleitores em parte, temos culpa. Não procuramos nos informar direito sobre candidatos, governos e ainda muitas vezes deixamos ou nem interessamos pelos fortes ideais simplesmente para adquirir uma "graninha", ou seja, vendemos nosso voto, Absurdo! Ora, assim ficamos sem defesa, a única forma de pelo menos tentarmos mudar as coisas é começarmos a nos interessar mais por esse assunto, cobrar mais, fiscalizar. Precisamos estar mais preparados e entender que o ponto mais importante das eleições está no voto consciente, inteligente.

    Renata Lopes
    6º Período - noite

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  14. Bernardo Leão 7PP

    Primeiramente quero fazer uma correção a um dos problemas levantados nesse post, o estatuto do torcedor acaba de sair do papel em Minas Gerais, agora todos os jogos contam com um juizado especial e um promotor dentro do campo, se houver alguma briga o caso é julgado logo em seguida, e a lei agora é cumprida ou é cadeia no Brigão.

    Agora em relação aos politicos creio que a culpa é toda nossa, os brasileiros levam a politica como piada ao invez de levar a mesma com seriedade, exemplo disso é que um cara como o Tiririca ganhou mais de 1 milhão de votos, sem contar Romario, Marques do Atletico, Bebeto ex-seleção e muitos outros que foram eleitos e não sabem absolutamente nada de politica, se os mesmos souberem pelo menos alguma coisa de constituição já é muito! Acredito que o problema é muito mais fundo que apenas consumo é necessario homens e mulheres que incentivem o povo a acreditar na politica novamente e entender que politica não é piada!

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  15. O que acontece bastante nesse cenario da política brasileira é justamente a publicidade sendo aproveitada de sua pior maneira. Temos políticos que prometem imediatismo em necessidades básicas do eleitor, porém essas mesmas não são a base da resolução dos problemas e sim um belo cenário ou uma "pintura" superficial baseadas em impulsos. Se as estradas estão ruins, é dito que irão ser consertadas (melhora na infra-estrutura), mas ao invéz disso passa-se um pouco de cimento deixando bonito e resolvendo o problema naquele momento, mesmo sabendo que irá voltar a ter o mesmo problema e este será "resolvido" pelo proximo "salvador da patria". E estas coisas tornam-se um ciclo dificil de ser quebrado, pois as pessoas que precisam de imediato não enxergam ou não são capazes de lutar sozinhas, e as que enxergam e são capazes de fazer algo, simplesmente escolhem não fazer. Por isso, antes mesmo de ser um problema em relação aos politicos, e em relação à população, é um problema em relação a cada individuo.

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. O Brasil infelizmente hoje funciona com uma política de "deixa para lá". As pessoas se acostumam com o que é "satisfatório" na medida mais simples da palavra. Elas não lutam pelos seus direitos, e muitas vezes, elas nem sabem quais são esses direitos.Os políticos hoje se preocupam em apresentar coisas que irão trazer uma boa imagem para ele, e muitas vezes apresentam soluções para o que a mídia coloca como caos.Mas o que não é falado na mídia, o que a população "não sabe",eles não tornam conhecido. A grande preocupação do Estado hoje é arrecadar dinheiro com impostos que eram supostamente para melhorar a saúde e a educação.Mas o engraçado é que esses serviços continuam um caos no setor público e no privado os preços cobrados são absurdos.
    Para que essa situação seja diferente, as pessoas precisam buscar maior conhecimento sobre a políticae sobre seus direitos e deveres e não só reclamar que nada é feito para mudar a real situação.


    Camilla Vidal - 6º período PP

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  18. É mais que perceptível o descaso dos nossos políticos, além da falta de respeito entre os próprios candidatos, a eleição é motivo de piadas para a maior parte da população que se depara com campanhas ridículas, não levando a sério e não se interessando pela história dos candidatos. Além disso, presenciamos sempre promessas em cima de promessas que dificilmente são cumpridas. Os temas abordados pelos políticos são basicamente os mesmos, falta empenho da população em levar a politica mais a sério e cobrar seus direitos. Não adianta aumentar o salário mínimo e aumentar a tx de juros.

    ANA CLÁUDIA
    6º PP NOITE

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  19. Quando se trata de politica, todos ficamos incredulos perante a falta de recursos que temos.
    Os politicos simplesmente lançam suas campanhas e não nos vemos em uma outra posição, a não ser escolher o que tem a melhor "campanha" para definir quem eleger.
    A ultima eleição que aconteceu não mostrou opções diferentes de opnião ou de escolha para a população, as promessas fracas, politicos sem embasamento, que estavam ali simplesmente para ocupar um cargo.
    Mas o que fazer perante esta falta de postura?
    A população deve cobrar seus direitos, falar o que pensa, so assim teremos o inicio de um a pais mais justo e que pensa em sua população.

    TAMIRYS GABRIELA GOMES MOURA - 6 PERIODO - NOITE - PP

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  20. Realmente a realidade da politica brasileira se tornou uma sujeira geral.Eles pegaram areas da sociedade que encantam as pessoas como saude , educação ..etc...mas nao podemos esquecer que atraz de tudo isso temos bases que infelizmente alguns da sociedade não tem conhecimento .Hoje uma economia e o crescimneto dela , não esta diretamente em investimento so em saude , saneamento basisico e tal, mas sim outros fatores importantes como a sociedade de consumo que é base para o crescimeto de uma economia.
    Keylla Paiva 7ºPP

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  21. Enquanto todos deitarem a cabeça no travisseiro tranquilos, vai continuar assim. Todos acham um descaso, um absurdo, uma sujeira, etc. Mas todos colaboram para aumentar ainda mais. Só o fato de um palhaço como o tiririca ter ganho as eleições como o mais votado, mostra como o Brasileiro tem muito mais descaso do que o proprio governo. Nós financiamos estas farsas e farras que acontecem, e ficamos somente a reclamar. A hora de colocar a mão na massa, ninguem quer se sujar. Assim não podemos reclamar, se nós mesmo colaboramos para a impunidade.
    Acho que pessoas como esta, são merecedoras de nosso voto, que lutam pelos direitos e pela verdade.
    http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18

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  22. O que você gostaria que mudasse no Código de Defesa do Consumidor?
    As práticas infelizes de envio de cartões, imposição de serviços na conta-corrente, na minha opinião, vejo que as empresas privadas têm que seguir imposições de órgãos públicos, e realmente esses pontos sim, são esquecidos pelo governo.
    Mas a prática de enviar cartões sem serem solicitados é por conta da própria empresa. Se você tiver tempo pra reclamar, você consegue um retorno bom. É claro que não queremos passar por essas situações.
    Em relação a caos tributário e fiscal, nas eleições passadas não participei ativamente da política, então não me lembro das promessas dos candidatos. Mas como é de praxe no Brasil, eles prometem e não cumprem. Esse ano tivemos candidatos a presidencia que falaram sobre a redução da carga tributária, transparência do sistema, aumento da progressividade tributária através da redução da participação de impostos indiretos e dos impostos que incidem sobre a folha de pagamento. Nossa presidente eleita, disse que a reforma tributária é uma prioridade pro país, para que continue no caminho do desenvolvimento. Mas acredito que não só ela, mas todos os candidatos estão pensando mais nas empresas, que hoje têm mais importância pro país.
    Em 1999, o FHC convidou o Armínio Fraga para ficar a frente do banco central, foi quando a economia acalmou um pouco pq os juros internos subiram e em consequencia a população parou de comprar, aumentando as reservas nas cadernetas. E as exportações aumentaram devido aos baixos juros externos. Em compensação o desemprego subiu. O que gerou um descontentamento da população. E hoje a inflação está controlada e a taxa de desemprego estabilizada. Ao contrário do que muitos pensam, eu acho que o Brasil está no melhor momento da sua história até hoje, baseando-se nos governos anteriores. Depois de ditadura, dívida externa, inflação, mudanças de moedas, entre outras coisas.

    Marcela Gonçalves - 6ºPP - Noite

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  23. Alex Aurélio Porto - sétimo período noite9 de novembro de 2010 05:18

    Esta é uma questão que está muito além de nós. Desde cedo trazemos em nossa bagagem cultural que futebol, religião e política não se discute, mas para mudar essa visão e construírmos um Brasil melhor temos que quebrar esse paradigma, assuntos como política devem ser abordados em nosso cotidiano. Infelizmente muitos eleitores não se preocupam com política, chegando a considerar a política um tema chato e cansativo. Alguns quando questionados, não são capazes nem de mencionar os seus canditados escolhidos nas últimas eleições nem os projetos realizados por ele. É necessário a conscientização de todos da importância da participação popular na exigência do cumprimento de promessas, diminuição de taxas, melhoria de saúde, educação e economia, dentre outros. Não adianta SOMENTE reclamar sobre o retorno do CPMF, sobre altas taxas de juros ou cobranças abusivas. É fundamental conhecer o que os políticos tem feito e o mais importante, se eles tem feito!!!! Depois é só lembrar de tudo isso nas próximas eleições.

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  24. Bom, para comentar o artigo, vou usar uma comparação com uma apresentação artística muito antiga e muito conhecida: A Mágica (chamada também de ilusionismo)

    O preceito básico do ilusionismo é simples; desviar a atenção do público para algo sem importância enquanto a "mágica" é feita.

    No Brasil, isso funciona maravilhosamente bem por uma mídia muito competente em ilusionismo.

    Se formos pensar bem e analisar de forma fria, de forma correta, vamos entender que não nos importam alíquotas, porcentagens, obras, relações internacionais, exportação e importação e tantos outros assuntos que são pura obrigação quando um país cresce como o nosso. Tudo isso em que se pautam os candidatos, são coisas que independente de quem seja eleito, vao continuar da MESMA forma. As mudanças serão mínimas.

    Mudanças que realmente importam e que a grande maioria da população brasileira entenderia (como os exemplos citados no texto), não são discutidos exatamente porque nós entenderíamos. Seria um benefício tangível à população, ou seja, custo para o governo.

    Porque você acha que a maioria dos benefícios que nos temos (seguro DPVAT é um dos muitos exemplos) quase NINGUÉM usa?

    Enquanto eles falam sobre coisas intangíveis e mudanças a longo prazo que nós não iremos sentir de verdade, eles nos mostram que é isso que é importante para nós. Isso quando não há os escândalos, as discussões sobre Copa do Mundo e Olímpiadas... desviando ainda mais o que deveria ser o foco...

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