
Por que compramos o que compramos, mas não podemos explicar os motivos
A história da New Coke já faz parte do folclore do marketing. No início da década de 1980, a principal concorrente da Coca-Cola, a Pepsi, estava conquistando percentuais significativos da participação de mercado da Coca-Cola. Uma das manobras de seu ataque foi o Desafio Pepsi, no qual a empresa conduziu milhares de testes cegos e divulgou que mais pessoas gostavam do seu produto. Apesar de questionar os resultados, pesquisas realizadas pela própria Coca-Cola indicaram o mesmo: 57% das pessoas que provaram os dois produtos preferiram a Pepsi. A Coca-Cola Company realizou pesquisas mais extensas, fato que levou à criação de uma fórmula nova, mais doce que a Coca-Cola. A receita funcionou e reverteu os resultados dos testes cegos: a Coca-Cola agora estava ganhando da Pepsi por cerca de 7 pontos percentuais. Naquela época, e dado o valor de mercado pelo qual as duas empresas estavam competindo, os U$ 4 milhões gastos com pesquisa e desenvolvimento da nova fórmula devem ter sido uma quantia gasta com inteligência.
É sabido que o lançamento da New Coke em substituição à fórmula original ficou longe de configurar um sucesso completo. O lançamento provocou reação irada do público, e a empresa recebeu uma avalanche de reclamações. Em apenas três meses, o produto foi retirado do mercado e a fórmula original estava de volta às prateleiras.
GRAVES, Philip. Por dentro da mente do consumidor: o mito das pesquisas de mercado, a verdade sobre os consumidores e a psicologia do consumo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p.7.
Prezadas e Prezados, levando em consideração o que temos visto em sala de aula, qual a sua teoria sobre o que ocorreu?